quinta-feira, 4 de agosto de 2011

QUANTO VALE UMA VIDA

          Quanto vale a sua vida? Quanto vale a vida de um ser humano? Você já parou para pensar nisso? Materialmente falando, cada um vale o que tem. Isso é público e notório, mas depois de morto, será que cada cadáver tem um preço? Será que o morto vale o quanto pesa sua conta bancária? Seu valor é calculado de acordo com sua posição social? Será que pelo menos defuntamente falando , não somos todos iguais? Afinal, vamos para o mesmo lugar e viramos o mesmo pó. Que eu saiba não há defunto que vire pó de ouro. Outro dia um sujeito atropelou e matou um mendigo, pagou fiança de R$ 300,00 e está solto. Todos os dias pessoas comuns são mortas no trânsito, são assassinadas e quase ninguém toma conhecimento. Quando muito, sai uma pequena nota no jornal. Elas apenas engrossam a estatística. Porém, quando são ricas a coisa funciona diferente. Há alguns dias um empresário atropelou e matou uma Advogada de classe média alta, pagou fiança de R$  300.000,00 e está solto. Hoje a notícia ainda é manchete . Ambos eram ricos e o assassino também é tratado de acordo com sua posição. É assim que a coisa funciona, desde que o mundo é mundo e vai continuar assim. Para a lei, parece que matar  no trânsito, mesmo o sujeito estando embriagado, não é crime. Se bem que não é o uso dessa ou daquela substância que determina se é crime ou não. A verdade nua e crua é que há vidas e vidas. Será que do outro lado, lá no além existem duas filas, uma para pobre e outra para rico? Pelo amor de Deus! Chega de fila! Bastam as que temos que enfrentar todos os dias aqui na terra. E por falar em fila, de que tamanho será a do inferno se todos os corruptos e criminosos forem para lá? Feliz de quem ficar no rabo da gata!
A vida está cada vez mais vulnerável e nós,  entregues à própria sorte. É cada um por si e Deus por ninguém que ele não é bobo. Já se meteu uma vez com a raça humana e deu no que deu. Agora ele quer mais é curtir seu jardim no éden. Quanto ao valor da vida, quem determina o preço é o bem que o sujeito carrega  e   seus pertences. As necessidades do matador também contam nesse caso. Há gente matando por um par de sapatos usados. O que não faz o medo de andar descalço! Meu vizinho morreu por conta de R$  20,00 .
O indivíduo trabalha a vida inteira, economiza e faz renúncias no intuito de ter uma velhice tranquila e confortável, mas muitas vezes não tem o direito de chegar até ela. A ganância e a irresponsabilidade de alguns o privam desse direito. Quem tem como objetivo apenas construir um império, é bom pensar duas vezes. Quem gosta de ostentar, pense três, pois corre o risco de não ter plateia.



                                                                                  Zeno  B.  Baronni.














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